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China comunista manda "caçar" todos os livros religiosos no país

PCCh ordena que os cidadãos devem destruir os livros religiosos e estrangeiros.

Por Valdivan Alves em 30/06/2021 às 14:37:09
Publicações sendo destruídas em Enping (Reprodução)

Publicações sendo destruídas em Enping (Reprodução)

A China comunista está atacando mais uma vez a liberdade religiosa. O pastor chinês-americano Bob Fu do grupo China Aid, que fornece assistência jurídica aos cristãos da República Popular, usou o Twitter recentemente para informar que uma "Nova Revolução Cultural" está acontecendo no país.

""Nova Revolução Cultural" começa em #CCPChina este aviso aos alunos de uma classe de 1ª série exigindo que todos os pais e professores caçam todos os "livros religiosos, livros antagônicos e livros estrangeiros, incluindo livros e vídeos que são copiados / duplicados e traduzidos". Todos são obrigados!", escreveu.

Em um outro post, Fu compartilhou o coro da igreja cantando o hino "Sem Partido Comunista não haveria uma nova China", agitando as suas bandeiras, e escreveu que o Partido Comunista da China (PCCh) controlou a igreja tríplice.

Gary Lane, correspondente internacional sênior da CBN News, disse que o objetivo do Partido não é apenas doutrinar os estudantes, mas impedirinterrupções nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 que serão sediados em Pequim no próximo fevereiro.

Governo chinês teme protestos pró-democracia

"Temos uma Olimpíada chegando e o governo comunista chinês não quer nenhuma interrupção para as Olimpíadas. Eles realmente temem que possam haver protestos, um movimento pró-democracia acontecendo, e assim por diante, antes das Olimpíadas e durante as Olimpíadas", disse Lane.

Para ele, o PCC está enviando uma mensagem aos pais, dizendo que não aceitam nenhum conluio com os estrangeiros, pois eles sabem que os estrangeiros são a favor da democracia, logo estão doutrinando tanto os jovens como os adultos.

Essa nova revolução cultural, é diferente da que aconteceu entre 1966 a 1979 com Mao, que matou até 20 milhões de pessoas, ela é silenciosa, menos violenta, porém não deixa de ser uma revolução, explicou Lane.

Ele também contou ao CBN News que o PCC fechou no dia 24 de junho o jornal pró-democracia de Hong Kong, Apple Daily, todos os editores foram presos. Isso demonstra que o Partido está dominando o país, e pediu para as pessoas orarem por Hong Kong.

Fonte: GP

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