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Em Operação contra violência à crianças e adolescentes, Polícia prende mais de mil bandidos

O estupro de vulneráveis foi o crime mais recorrente entre os presos.

Por Valdivan Alves em 19/07/2021 às 07:01:43
Foto: Reprodução/TV Recrd

Foto: Reprodução/TV Recrd

Em uma ação inédita em todos os estados do Brasil, na última sexta-feira (16), mais de mil pessoas foram presas.

A operação "Acalento" foi articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, para o "Dia D" de combate à violência contra crianças e adolescentes no país.

O estupro de vulneráveis foi o crime mais recorrente entre os presos.

As investigações começaram no mês passado, e contaram com a participação de nove mil policiais civis de todo o país. A operação foi iniciada após a morte de Henry Borel, de quatro anos, morto em 8 de março, segundo a polícia, em razão de agressões cometidas pelo ex-companheiro da mãe, o ex-vereador do Rio de Janeiro, Dr.Jairinho.

Agentes da Polícia Civil, em Mato Grosso do Sul, na manhã desta sexta-feira (16) — Foto: Divulgação

Fernanda Antonucci, delegada civil que comandou a força-tarefa no Amazonas, pediu à toda a sociedade que se mantenha atenta às mudanças de comportamento das crianças, porque até a violência sexual pode começar dentro de casa.

"Dos crimes que a gente mais verificou, o número um foi estupro de vulnerável. E mais, são crimes praticados no mesmo âmbito familiar, crimes praticados por familiares, por pessoas próximas, vizinhos, conhecidos.


É um apelo que a Polícia Civil de todo o Brasil faz, é um alerta. Sabemos que alguns autores são os pais, mas tem muitas pessoas próximas também, então que os pais se atentem, cuidem mais de seus filhos, verifiquem onde eles estão, com quem estão conversando", pontuou Fernanda Antonucci.

Segundo o secretário de operações integradas do Ministério da Justiça, Alfredo Carrijo, as escolas também tem um importante papel na prevenção e na detecção desses crimes:

"É muito importante ter essa consciência, as crianças geralmente sofrem esse abuso no âmbito familiar e a escola pode ser a primeira barreira contra este tipo de violência.

A gente pede que os professores, as escolas, fiquem atentas a esses sinais", afirmou Carrijo.

Segundo ele, a escola e os professores têm o dever de reportar este tipo de violência.

Apenas entre janeiro e abril deste ano, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recebeu mais de 32 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes.

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