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Estudo mostra o MaranhĂŁo com o maior nĂșmero de casos de cĂąncer de pĂȘnis

Levantamento foi realizado com base em atendimentos nos hospitais UniversitĂĄrio Presidente Dutra, Aldenora Bello e TarquĂ­nio Lopes Filho

Por Valdivan Alves em 14/09/2021 às 08:37:15
Foto: Reprodução

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De acordo com o médico oncologista Sérgio Moura, por meio de um estudo da Universidade Federal do MaranhĂŁo (Ufma), de 2018, foi constatado que o estado tem os maiores registros de cĂąncer de pĂȘnis no mundo. Os dados sĂŁo baseados em casos dos hospitais UniversitĂĄrio, Aldenora Belo e Geral TarquĂ­nio Lopes Filho, tendo como referĂȘncia os registros de 2004 a 2014. Foram detectados 392 casos da doença, sendo que mais de 90% tem relação direta com o HPV. Segundo Sérgio Moura, a doença é mais comum em pacientes a partir dos 58 anos, porém, 20% dos doentes tem menos de 40 anos. "O cĂąncer de pĂȘnis ocorre nas regiĂ”es mais pobres do Brasil. Os principais fatores de risco sĂŁo a fimose e o HPV,

Segundo Sergio Moura, a doença é mais comum em pacientes a partir dos 58 anos, porem, 20% dos doentes tem menos de 40 anos. " O cĂąncer de pĂȘnis ocorre nas regiĂ”es mais pobres do Brasil. Os principais fatores de risco sĂŁo a fimose e o HPV, além da falta de higiene. Outro sintoma que o homem precisa estar alerta é a presença de qualquer ferida na glande. Temos a fimose como um dos principais fatores de risco, pois, um paciente carente do interior do MaranhĂŁo costuma chegar à fase adulta com a fimose, sem fazer uma higienização adequada, e acaba tendo o tumor no local", informou o médico.

Em 2020, segundo Sérgio Moura, o MaranhĂŁo continuava no ranking. No ano passado, o estado continuava sendo o local com maior incidĂȘncia de cĂąncer no mundo, com 6.1 por 100 mil habitantes. Em paĂ­ses da Europa, o cĂąncer de pĂȘnis é uma doença rara, incidĂȘncia menor que um por 100 mil habitantes. Este é um problema grave em nosso estado", frisou.

Os dados foram levantados por uma equipe formada por 12 pesquisadores entre acadĂȘmicos, pós-graduandos e profissionais. SĂŁo eles: Ronald Wagner Pereira Coelho, Jaqueline Diniz Pinho, Janise Silva Moreno, Dimitrius Vidal e Oliveira Garbis, Athiene Maniva Teixeira do Nascimento, Joyce Santos Lages, José Ribamar Rodrigues Calixto, Leandra Naira Zambelli Ramalho, Antônio Augusto Moura da Silva, Leudivan Ribeiro Nogueira, Laisson de Moura Feitoza e Gyl Eanes Barros Silva.

QUASE MIL AMPUTAÇÕES POR ANO NO BRASIL

Segundo o oncologista Sérgio Moura, com base no Instituto Nacional de CĂąncer (Inca), o Brasil tem quase mil amputaçÔes de pĂȘnis por ano.

"O tratamento, na maioria dos casos, é cirĂșrgico. Existe um retardo muito grande entre o surgimento de uma pequena lesĂŁo no pĂȘnis e o paciente procurar um urologista, o que afeta o tratamento, levando a maioria das vezes a um processo cirĂșrgico de mutilação. O cĂąncer de pĂȘnis tem uma evolução rĂĄpida, é uma doença devastadora", ressaltou.

O médico informou que a melhor prevenção é a higiene. "Porém, sĂŁo homens com pouco acesso à saĂșde, que vĂŁo pouco ao médico, e faltam campanhas que informem sobre a fimose, consequentemente, ocasionar o cĂąncer. Temos também o HPV como fator de risco, mais de 60% dos casos de cĂąncer de pĂȘnis estĂŁo associados ao HPV", destacou Sérgio Moura.

As maiores taxas de incidĂȘncia de pĂȘnis em ĂĄreas geogrĂĄficas do mundo, por cem mil habitantes

Brasil, GoiĂąnia – 3.3

Brasil, Aracaju – 2.7

USA, Montana – 2.8

Malawi, Blantyre – 2.7

Brasil, CuiabĂĄ – 2.5 Uganda,

Kyadondo County – 2.4

Colombia, Manizales – 2.4

India, Barshi – 2.2

Spain, Cuenca – 2.1

Brasil, Sao Paulo – 2.0

Thailand, Songkhla – 1.9

USA, Puerto Rico – 1.9

Chile, Regionof Antofagasta – 1.8

India, Chennai (Madras) – 1.8

Brazil, Fortaleza – 1.8

Fonte: JP

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