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Lahésio Bonfim sobe em pesquisa eleitoral

Vocês acreditam que eu estou disputando o segundo lugar, mas o que eu acredito é que Weverton e Brandão estão disputando a última vaga para segundo turno, porque quem já tem uma vaga certa lá é Lahésio Bonfim.".

Por Valdivan Alves em 15/06/2022 às 15:39:05
Lahésio Bonfim acredita que estará no segundo turno nas eleições de 2022. (Foto: O Imparcial)

Lahésio Bonfim acredita que estará no segundo turno nas eleições de 2022. (Foto: O Imparcial)

O pré-candidato a Governo do Estado, Lahésio Bonfim (PSC), tem apostado em uma campanha mais forte nos municípios e regiões mais afastadas da capital, além de contar com a força e sua participação ativa nas redes sociais, com o objetivo de conquistar eleitores e mais apoiadores.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes foi reeleito para a cidade, em 2020, com mais de 90% dos votos válidos, mostrando sua popularidade, que, atualmente, tem crescido nas intenções para o Governo, acreditando num ideal de política de renovação.

Na pesquisa O Imparcial/Exata, publicada nessa terça-feira (14), Lahésio Bofim aparece em 3º lugar das intenções de votos, tornando-se um razoável potencial político das eleições na corrida eleitoral para o cargo mais importante do executivo maranhense. O Jornal O Imparcial recebeu Lahésio Bonfim para falar de sua campanha, projetos e suas alianças para eleições de 2022.

O Imparcial: Vamos falar da passagem e transição PSL, PTB e agora PSC. Como essa mudança influencia esse momento em sua campanha?

Lahésio Bonfim: "Estamos construindo algo que nos desse uma possibilidade de sermos candidatos. Mas, infelizmente, vivemos num país em que para ter voto você precisa de um partido. Em países modernos, em países com sociedades modernas, esse sentimento não existe mais. Então um candidato não precisa de partido para concorrer, ele pode concorrer independente de partido. Mas o país nos obriga a ter partido. O que acontece é que todo partido nesse país tem um dono, aí todo dono tem seus interesses e daqui a pouco esses interesses entram em conflitos. Com isso você pode cair numa armadilha. O que aconteceu comigo já aconteceu na história recente do Maranhão. O que importa é que graças a Deus conseguimos uma sigla que acredita na pré-campanha desse pré-candidato, acredita no seu potencial, que abriu as portas, e que hoje não temos só uma legenda, mas várias legendas que nos apoiam nessa caminhada, e não duvide que até o PTB pode estar conosco na coligação que vai nos levar ao Palácio dos Leões."

Parcerias são importantes para a política no Brasil. Quem é seu parceiro? Quem lhe apoia?

"O povo. Não tenho o apoio de grandes políticos, e, se brincar, eu não tenho nenhum prefeito que me apoie diretamente. O poder é muito duro, o poder é muito forte, o poder oprime os seus aliados, então hoje não tenho nem um prefeito que se declare apoiador do Lahésio Bonfim, e, mesmo assim, a gente vai caminhando e crescendo. E sou grato porque estou crescendo no meio do povo, porque os grandes não enxergam o Lahésio, mas o pequeno me enxerga porque vê o Lahésio do mesmo tamanho que ele, e a maioria dos que votam são os pequenos, por isso eu me assemelho à vontade do povo, por isso meu maior apoiador é o povo. É a dona de casa, o trabalhador, o empresário. "O poder é muito duro, o poder é muito forte, o poder oprime os seus aliados, então hoje não tenho nem um prefeito que se declare apoiador do Lahésio Bonfim, e, mesmo assim, a gente vai caminhando e crescendo".

"Eu não sei quem é o candidato do Bolsonaro"

Recentemente, você esteve na FIEMA, para debater políticas. Então, qual resultado positivo dessa parceria?

"O empresariado quer um governo que possa ao menos ter diálogo com o empresariado, que esse governo se coloque à disposição de ouvir os anseios do empresariado. E o que eu fui fazer na FIEMA? Falar para os empresários e industriais maranhenses de que não existe um estado que cresça que não tenha uma industrialização crescente, que não tenha um comércio forte, uma construção civil forte, uma indústria forte. Fui dizer para essa classe empresarial que temos um projeto de transformação desse estado, que passa pela geração de emprego. E quem tem que dar emprego no estado é o empresariado. O governo deve ser parceiro de quem tem que dar emprego e se colocar à disposição de quem quer crescer e incentivar à geração de emprego. Mas o que temos no estado? Um governo que é o segundo mais pobre da federação, e um dos que mais arrecada na federação. E por que é bonito o projeto? Porque é um projeto inovador. Não existe um estado que cresça que não tenha uma industrialização crescente, que não tenha um comércio forte, uma construção civil forte, uma indústria forte. Fui dizer para essa classe empresarial que temos um projeto de transformação desse estado, que passa pela geração de emprego."

Você tem falado em política de inovação. Mas o que é essa politica de inovação?

"É algo não ligado à velha política; é um governo que diz "olha, nós temos que fazer o dever de casa". Se você vê temos 50 cargos análogos à de secretário, com seus cargos comissionados, então um governo que nasce dizendo temos que enxugar a máquina pública, diminuir a carga tributária, diminuir o ICMS, os encargos, e aí recrutar mais investimentos para o Maranhão. Por isso que o projeto é bonito, porque tem alguém não comprometido com a verba política, com essa coisa de fazer política do tu me apoia que eu vou te dar isso e aquilo. Não. Eu desafio qualquer um que diz "eu apoio o Lahésio porque ele já me prometeu uma secretaria. Não quero que ninguém acompanhe o projeto do Lahésio Bonfim porque está atrás de uma secretaria, mas que acredita que o Lahésio pode transformar o estado do Maranhão.

Sua política de campanha tem sido mais forte nas cidades do interior e locais afastados da grande capital. Por quê?

Eu digo que se todo prefeito conhecesse o que está no meu coração, ele era um apoiador nato do Lahésio, porque eu conheço a dor de um prefeito, eu conheço a dor de quem mora numa cidade pequena. Eu tenho um estado aonde geralmente o político não vai.

Quem é o candidato de Bolsonaro no Maranhão? Você está em apoio com a base do Governo Federal?

"Eu não sei quem é o candidato do Bolsonaro porque ele não falou. Eu até pensei que ontem a Maura Jorge fosse falar quem era, mas ela não disse. Eu tinha ouvido nuns blogs que ela disse que Bolsonaro teria pedido a ela para apoiar Weverton, mas ela não deu essa informação. Então é sinal de que o presidente não decidiu quem é o candidato dele aqui no Maranhão. Mas não quero ser candidato do Bolsonaro, eu quero ser o seu candidato, porque nosso foco hoje é o Maranhão. Se você me perguntar em quem eu vou votar, eu digo que voto no meu presidente, porque eu acredito nele. Mas eu vou fazer campanha para Lahésio Bonfim, para o governador, Lahésio Bonfim, uma campanha para transformar o estado do Maranhão. Mas não quero ser candidato do Bolsonaro, eu quero ser o seu candidato, porque nosso foco hoje é o Maranhão."

A pesquisa O Imparcial/Exata mostra que você está disputando com Weverton o primeiro ou segundo lugar nessa corrida, e um aliado seu, Josimar Maranhãozinho, declarou apoio para o Weverton. O que você acha dessa situação?

"Na verdade, eu acredito que a disputa não é entre Lahésio e Weverton. Eu acho que a disputa pelo segundo turno é Weverton e Brandão, porque Lahésio já está lá no segundo turno. Vocês tem a pesquisa de vocês, mas eu também tenho as minhas pesquisas. Na sua pesquisa, vocês acreditam que eu estou disputando o segundo lugar, mas o que eu acredito é que Weverton e Brandão estão disputando a última vaga para segundo turno, porque quem já tem uma vaga certa lá é Lahésio Bonfim."

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